sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O quão cego você é numa escala de 0.5 de miopia a acreditar que Deus te dá as coisas?

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A fé em si próprio deveria vir antes da fé em qualquer que seja Deus no qual você acredita. Um homem que não acredita em seu próprio potencial e em sua capacidade de realização, não pode, por lógica, acreditar que um ser abstrato seja melhor do que ele. Penso que ao nascermos recebemos a vida, como se fosse, talvez, um daqueles ovos que ganhamos na aula, para que aprendamos a ter responsabilidade e cuidar de algo depentende de nós. Pois bem, seu futuro, sua vida e tudo o que pode vir a acontecer, também depende de você. Alguma criança entrega seu ovo para um amigo imaginário decidir o que fazer? Não. Por que os homens, então, entregam sua vida a seu amigo imaginário? Infinitas pessoas desmerecem o seu próprio esforço, deixando para Deus todo o crédito. João,que acorda todos os dias às cinco da manhã e trabalha o dia inteiro há 20 anos, conseguiu comprar sua casinha e tem a ousadia de dizer que foi "graças à Deus". E, não, não é apenas uma expressão, pois foi Deus quem deu forças e saúde pra que ele trabalhasse todos os dias. Não foram os remédios, a comida e a esposa chata insistindo que levantasse quando a preguiça resolvia bater um pouco mais forte. Foi Deus, Nossa senhora e esses mil santos que existem. Foram eles lá do seu paraíso, olhando pro pobre João por 20 anos e deixando que sofresse por todo esse tempo, para, enfim, dar-lhe sua casinha humilde. Como pode o ser humano pensar desta forma? Como pode alguém se diminuir tanto? Seria falta de inteligência?
Penso que se existisse de fato um Deus, ele seria um ser melhor. Pra que tanta desgraça no mundo? Porque ele é um filho da puta que se diverte com a desgraça alheia e, ainda assim, todos o clamam como o Senhor Meu Deus, pai de misericórdia?! Acho que todas as pessoas devem ter sua crença e que não necessariamente esta deva ser em algo com sua existência comprovada. Não julgo pessoas que têm Deus em sua vida como uma forma de conforto, ou algo do tipo. Julgo aqueles que vão à Igreja, ouvem uma missa de uma hora, com um cara que não sabe nada da vida de ninguém presente e que tem sua casa, seu carro e mais dinheiro do que 90% das pessoas que frequentam a capela e que escutam e concordam com aquelas frases feitas, que nós deveremos agradecer por estarmos vivos e que precisamos fazer algo para que Deus nos ame e nos dê as coisas. Espera aí! Se é para agradecer a alguém, que agradeçamos as nossas mães, porque foram elas que nos carregaram por inscessantes meses de enjoo e inchaço nas pernas. Se é para fazer algo de bom para que tenhamos aquilo que almejamos, que façamos por nós, não por um padre que fala meia dúzia de palavras decoradas. Os religiosos, aqueles malucos mesmo por religião, que deveriam ser as melhores pessoas do mundo, com as melhores intenções, são as piores. As que mais julgam as pessoas, as que mais causam uma separação entre os povos. Impõe limites, limites de cor, de sexo e de tudo mais o que te define. Você tem que ser um padrão para que possa, então, participar do Grande reino dos céus. Seguindo a lógica dessa história sem lógica, devemos passar a vida sendo o que não somos, fingindo crer no que não existe, julgando quem tem a coragem de se assumir diferente e desmerecendo nosso esforço, para que ao morrer, possamos desfrutar de um tal paraíso. Não é absurdo como tem tanta gente que acredita numa coisa dessas?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

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terça-feira, 8 de novembro de 2011

it's over.

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Quero livrar-me disso
livrar-me de você
livrar-me dos seus braços em minha volta
e da sua boca respirando em meus ouvidos

Quero acordar sem saber quem você é
sem me lembrar do que se passou
naqueles dias em que fui apenas sua
em que fomos apenas eu, você e sua cama

quero que chegue um dia em que eu possa dizer
que sei que já tive boas lembranças de um tal dia cinco
e que te peça pra não perguntar quais foram estas
porque simplesmente não consigo me lembrar

quero que se percam num esforço do tempo
num esforço desesperado
pra me fazer esquecer
o que um dia me fez amar.

domingo, 16 de outubro de 2011

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Me dói te ver seguindo em frente,
No compasso de um passo que eu não acompanho mais.
Sentada no meu sofá, te assisto fugir
Te assisto crescer
Te assisto crescer e mudar
Te assisto crescer, mudar e se esquecer
Se esquecer do que eu fui
Se esquecer do que fomos, quando fomos um só.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Dia 3

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Dia da ansiedade

Não sei quando você volta. Pode ser hoje, pode ser amanhã, pode ser agora ou pode demorar muito.
Eu tô morrendo de saudade, é só o que eu sei pensar.
Olho pro celular a cada segundo na esperaça de ter uma mensagem ou ligação sua. Ainda não tem.
Preciso saber que você está bem e que sentiu minha falta da mesma forma que eu senti a sua.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Dia 2

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Dia da saudade

Mais uma vez o meu dia começou com lágrimas.
Dessa vez, não eram lágrimas de raiva, medo, ou vontade de que você não fosse e me deixasse aqui.
Nessa madrugada, minhas lágrimas foram de saudade.
Saudade da sua voz, das suas mensagens, do seu sorriso, saudade de sentir saudade por poucas horas, saudade de me irritar com você e resolver na mesma hora, saudade. Só saudade.
Quero que você volte logo. Que já tivesse voltado, aliás.
Que estivesse aqui comigo neste instante.
Quero um beijo, um 'eu te amo' e uma promessa de esse 'um' nunca será o último.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dia 1

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Dia da aceitação

É preciso aceitar e entender que vou mesmo ficar sem você e que essa é a primeira vez desde que nos conhecemos.
É a primeira vez que não acordo com mensagem sua e que não passo o dia contando o tempo até a hora do almoço, a hora de acabar a educação física e o pernoite.
É a primeira vez que eu sou só minha em 6 meses e cheguei à conclusão de que não sei e de que não quero nunca mais ter que não te dar todos os minutos do meu dia.
O dia de hoje começou mesmo às 00:00 horas.
E eu comecei o dia chorando.
Nunca mais ouse dizer que eu não posso achar que sinto mais do que você.
Eu nunca te largaria no estado em que você me largou pra ir dormir.
A vida tá acontecendo ali fora, menos a minha.
Meu dia não foi nada além de pensar em você e na falta que eu estou sentindo e que eu poderia estar fazendo outras mil coisas, mas tudo o que eu quero fazer é pensar que isso vai acabar logo e que você vai voltar a ser "minha".
Antes de te ter na minha vida, nunca havia pensado que eu era realmente capaz de algum compromisso ou superação.
Sempre reclamei que as pessoas não acreditavam em mim, mas a verdade é que eu mesma não acreditava.
Quando eu imaginaria poder ter um relacionamento desses, que desse certo?
Eu supero todos os meus medos, minhas dificuldades e meus problemas por você.
Tinha a certeza de que não iria aguentar a distância e os problemas de comunicação, mas estou aguentando, por mais que surte às vezes.
Até o começo do dia, tinha a certeza de que não aguentaria te ter menos ainda do pouco que tenho, mas o dia acabou e eu aguentei - com dificuldades, mas aguentei.
Gosto de pensar que amanhã é menos um dia até você chegar, do que pensar que é mais um dia sem você.
Assim eu vou seguir e conseguir.
Por você.

domingo, 28 de agosto de 2011

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De tão cansada, cochilou em um dos meus ombros.
Dormiu enquanto me acariciava o rosto e ouvia minhas promessas de amor.
Com a mão repousada em minha bochecha, a cada pequeno espasmo que tinha no braço direito, fazia-me sentir como se recebesse um carinho inconsciente, enquanto sonhavas comigo.

same dream

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Acordou às duas da tarde, pensando que era a segunda vez, em 2 meses, que havia tido praticamente o mesmo sonho.
Uma pequena mudança de cenários, diferenciava um sonho do outro.
Levantou, tomou um banho, arrumou sua comida e pensou no sonho enquanto almoçava assistindo a um seriado - no qual não prestava a mínima atenção.
Repassou todas as cenas em sua cabeça.
Chegou à conclusão de que um sonho deste tamanho não poderia ter acontecido em apenas algumas horas de sono.
"Dormi por dois dias, então?" se questionou.
Provavelmente.
Sabia detalhes mínimos de um sonho de dois dias inteiros.
Sentia ainda o cheiro que ela havia deixado nele.
Via ainda as marcas de suas unhas e boca em seu corpo.
Ouvia seus gemidos altos e sua respiração ofegante após gozar.
Sentia o toque dela em cada centímentro seu.
Sabia cada palavra dita.
Cada jura de amor.
Cada frase erótica.
Sabia que a queria inteira em sua boca.
Sabia que a queria para sempre em sua vida.
Sentia a textura do lençol do hotel.
Sabia a ordem dos canais da tv à cabo, que passaram mil vezes, atrás de um programa que agradasse aos dois - não acharam.
Como poderia ser possível se lembrar assim de um sonho?
Se perguntou isso por mais algumas horas do dia, até que às 17:07, recebeu uma mensagem em seu celular, que dizia:
"o ônibus já chegou. fiz boa viagem e às vezes não acredito que te vi de novo, mas olhei para a minha mão direita e vi nosso anel de noivado".
Rapidamente direcionou seus olhos à sua mão direita e se deparou com um anel que não estava ali antes de ele dormir.
Ficou estático por alguns segundos, até que percebeu que viveu cada lembrança do tal sonho.
"O resto dos dias é que são sonhos. Pesadelos, na verdade. Minha verdade é essa: 2 dias a cada 2 meses."
"Vivi por dois dias, então." afirmou.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

sobre a espera

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É mais perceptível
a cada dia
que você já não aguenta
esperar por aquilo
que mais deseja

Toda parte do seu corpo
implora pelo toque
que você já não sabe
se terá novamente

É mais doloroso
a cada segundo
que você tenta
lutar contra isso

Sua alma viaja
a muitos quilômetros daqui
enquanto seu corpo
permanece inerte

E você sabe
por mais que não saiba
que vai aguentar
esperar

quinta-feira, 16 de junho de 2011

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Ele estava em pé junto a porta, esperando que ela dissesse que tudo aquilo não estava realmente acontecendo. Ela não disse.
Ele, então, tentou segurar o rosto dela, que fugiu de imediato, com lágrimas nos olhos e dizendo:
- Pegue tudo o que tem seu aqui e vá embora, por favor.
Ele, por mais uma vez, tentou um contato físico. Ela hesitou novamente.
Andando desorientado em direção ao quarto, pegou uma mala e guardou algumas peças de roupa, um perfume, dois pares de sapato e um porta-retrado com uma foto dos dois.
Ela era linda e esperava na porta, em prantos, pra que ele saísse.
Disse mais uma vez que ele deveria pegar tudo, pois não o queria ali novamente.
Com um olhar que transpareceria tristeza, ele disse:
- Não levarei tudo meu que tem aqui. Eu estou em você e não tenho como tirar isso. Levo uma mala que mistura roupas com sentimentos e decepções. Com uma frustração muito grande por não ter feito de você, o que eu me prometi fazer. Nessa mala, estão presentes você e toda a nossa história, mas metade disso vai ficar guardada aqui, com e em você.
Dito isso, passou pela porta e caminhou sem mais olhar pra trás.
Uma vez havia ouvido falar que quem se vai e olha pra trás, é porque não ama mais.

pronta

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Sentada junto ao balcão do bar, Amélia espera pela chegada de alguém.
Pede uma vodka com tônica, enquanto olha seu relógio a cada minuto, porém, tendo aquela sensação de que horas haviam se passado.
Entre um gole e outro e antes de olhar as horas, Amélia vasculhava cada canto do estabelecimento - pequeno, mas bem aconchegante. quente, para dias frios como esse - a procura de seu acompanhante.
Ela era uma mulher de meia idade, cabelos ruivos meio desgrenhados, um corpo que era fiel a sua idade, olhos azuis, lábios finos, contornados por um batom neutro - para evitar que sua boca ficasse ressecada com todo esse frio que faz em Porto Alegre - e uma covinha que era trazida por aquela expressão de vergonha que insistia em surgir a cada olhar que ela direcionava ao bar e não encontrava ninguém. Era bonita, em toda a sua beleza de menina-mulher.
Após algum tempo esperando, Amélia se levantou para ir ao banheiro e deparou-se com um sorriso que parecia vir em sua direção. Era um rapaz novo. Desconhecido.
Tendo abaixado a cabeça após desviar o olhar, continuou por seu curto caminho, enquanto refletia se deveria ter devolvido um sorriso ao rapaz.
"Mas e se não foi pra mim?" pensou alto.
"Melhor mesmo não ter feito nada." resmungou novamente.
Em sua volta, encontrou o tal rapaz sentado também junto ao balcão. Em um banco ao lado do que ela ocupava.
Sentindo um pouco de vergonha, Amélia hesitou em continuar caminhando, mas levada pelo pensamento de que essa era uma atitude imatura para uma mulher no auge dos seus 46 anos, seguiu em frente e tomou o seu lugar ao lado dele.
Não era bonito - não pela óptica popular dos padrões de beleza - mas escondia em seus olhos, atrás daqueles óculos, um sorriso que poderia fazer com que qualquer que parasse pra perceber, sorrir junto. Numa troca de olhares.
E foi o que fizeram. Se olharam e sorriram, sem expressar sequer um movimento labial que induzisse um sorriso.
Eram sorrisos de fome, necessidade, de procura e encontro, de uma doçura e pureza que não podem ser descritas em palavras. Eram sorriros de verdade.
Para Amélia, aquela busca infundada que todos fazem pelo tal "amor", é algo inevitável.
"Mas até quando isso seria feito somente por medo da solidão?" Ela se perguntava.
A verdade, dizia ela, é que todo mundo precisa de um motivo pra viver, mas que esse só será forte o suficiente, se trouxer uma vida com ele.
Ela não tinha um motivo.
Ele, então, tomou coragem e perguntou algo a ela, que não ouviu, pois estava vagando em seus pensamentos.
O rapaz repetiu a pergunta:

- Quantas horas, por favor?

- Oi? Perdão. São dez para as nove.

- Obrigado. Sou o Thiago, prazer. Você está a espera de alguém?

Que voz doce, ela pensou.

- Me chamo Amélia e estou sim.

Nesse instante uma voz começou a gritar aos ouvidos dela. Era a sua própria voz:

- ESTÁ ESPERANDO POR ALGUÉM? VOCÊ ESTÁ MALUCA? NÓS SABEMOS MUITO BEM QUE NÃO ESTAMOS ESPERANDO POR NINGUÉM.
(nesse instante o rapaz se retira) VAMOS A LUGARES HÁ ANOS, ESPERANDO QUE ALGUÉM VENHA FALAR CONOSCO E VOCÊ SEMPRE FAZ ISSO! SUA LOUCA! É POR ISSO QUE VOCÊ CHORA AO FIM DE CADA NOITE QUANDO ENCOSTA A CABEÇA EM SEU TRAVESSEIRO: PORQUE VOCÊ PERCEBE O QUÃO MEDÍOCRE É A VIDA DE QUEM ESTÁ SOZINHO.

Em um rápido estalo, ela notou o que havia de errado: ela não estava pronta para o amor. Por mais que o quisesse. E uma pessoa que não está pronta, ela pensou, não tem a condição de se entregar a ninguém. Ela não abrirá mão do que tiver de abrir, não vai entender o que tiver de entender e não vai estar presente, quando mais for preciso.

E é isso o que a maioria das pessoas, nessa desesperada fuga da solidão, faz: entram em relacionamentos que não conseguirão manter. Todos sabem que tudo vai acabar fodido, com mágoas, mentiras, dor e solidão.

Amélia, então, sorriu feliz, por se dar conta de que era diferente. De que não faria isso, enquanto não estivesse pronta. Mas quando estaria? Quando saberia estar? Ela não se importava.

Estava ali, pronta para estar pronta.

Sentada junto ao balcão do bar, Amélia espera pela chegada de alguém.

sábado, 28 de maio de 2011

invento.

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Da janela do segundo andar, sentada junto ao meu computador, sinto cheiros

de perfumes vindos da rua.

Se parar pra pensar, não é assim, tão alto, mas não entendo como os cheiros

chegam tão fortes aqui em cima.

A cada vez em que sinto um desses, me transporto para um universo

paralelo.

Passo a imaginar como é a pessoa dona do perfume e como é sua vida.

Confesso que, se o cheiro não for lá muito bom, isso faz com que eu pense

numa vida meio ruim.

Levada pelo pensamento de que perfumes bons, são caros, eu logo passo a

achar que o dono de um perfume ruim, é alguém com dificuldades

financeiras.

Ok, ok.. eu sei que isso pode não ter nada a ver, mas eu penso.

Existem aqueles específicos, sabe?

De velhas, que vêm naqueles vidros quadradinhos.

De adolescentes comuns, que 70% das meninas da classe usam.

De garotos que não sabem escolher e usam os que ganham das tias, etc..

O fato é que eu me pego pensando em pequenos detalhes da vida de

pessoas que eu não faço ideia de quem sejam.

Crio toda uma vida, fantasio amores, dificuldades, responsabilidades, gostos,

crenças, tudo!

Isso tudo me ocorre em uma fração de segundos.

Assim que o cheiro se dispersa no ar, eu retorno à realidade e tudo continua,

como se eu, há meio segundo atrás, não tivesse inventado uma pessoa e

uma vida.

Não me afeiçoo, nem crio laços.

São apenas personagens.

Não me preocupo com as aflições que invento.

Eles que se virem.

Por fim, me esqueço das histórias.

São apenas devaneios.

As pessoas passam, os cheiros somem e eu nem me atrevo a chegar na

janela pra observar o dono da vida que inventei.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

...

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Não é como se ninguém se importasse.

É que o fato de alguém se importar, não muda lá tanta coisa assim.

Quando tudo começa a desabar ao seu lado, você se pega sem ter pra onde correr, e aí?

E adiantaria alguém ali, dizendo se preocupar, se ela nada pode fazer pra te livrar disso?

Talvez.

É bom ter uma mão pra segurar e uma voz a sussurrar que estará sempre com você.

É bom, mas quando você se deita, pensa no que vai ser de agora em diante, chora por horas e não consegue dormir,

percebe que não há voz e nem mão alguma pra te acalmar.

Você se pega conversando com Deus. Quer saber o porquê disso. Quer se livrar.

E é aí que o desespero toma conta: quando você procura forças no que nem acredita.

Pede pra acordar logo desse pesadelo, mas percebe que mais de uma semana se passou, e você nunca acordou.

Você não sabe pra onde ir, o que fazer, no que acreditar...

e percebe que precisa, sim, daquela voz que te dá paz e que te faz esquecer tudo, mesmo que por um segundo.

terça-feira, 3 de maio de 2011

you're the voice i hear inside my head

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quando não tenho com quem conversar sobre certas coisas,

quando não tenho alguém pra me abraçar dizendo que tudo vai ficar bem,

quando não sei o que decidir do caralho da vida,

eu penso em você.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

hold my hand

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- fica comigo pra sempre?
- não existe a possibilidade de eu querer ficar com você por menos tempo do que isso.
- promete?

terça-feira, 29 de março de 2011

A que ponto uma pessoa pode chegar, pra evitar ser sufocada por um lugar e pelas pessoas que ali vivem?

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Por confiar e acreditar demais, de uma hora pra outra, ela percebeu o que estava acontecendo.

Todos os merecedores de sua confiança e amizade, demonstraram não merecer nem sua indiferença.

Assusta, triste e sozinha, ela se percebeu sem expectativas e sem sentimentos.

A dor causada pelos demais, já não dava sinais de existir ali, dentro do peito machucado.

A sensação de estar sozinha, já não incomodava mais.

A falta que algumas coisas, sentimentos e pessoas faziam, já não aparecia mais.

Ela se acostumou a viver sozinha. E por se acostumar, fez daquilo um prazer.

Qualquer pessoa que ousasse se aproximar, seria cruelmente afastada.

Ela não queria mais a dor de ser deixada pra trás. Não!

"Se é isso o que fazem todos aqueles com os quais nos importamos, não mais me importarei com ninguém." - ela pensava.

Já não sorria, não chorava, não sentia saudade, não vivia.

Então, ela percebeu que quando se decepciona alguém, você não acaba apenas com uma amizade, um amor, um sentimento qualquer.. você mata uma parte de alguém. Uma parte que esse alguém, considerava um motivo pra viver.

Ela estava morta por dentro.. e assim permaneceria, até que morresse, também, por fora.

segunda-feira, 28 de março de 2011

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É quando, do nada, você percebe que está sozinha, que você para pra pensar, e vê que isso não aconteceu "do nada".

sábado, 26 de março de 2011

stay whit me.

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- "Triste vida." Resmungou a garota sozinha, sentada no banco da praça, que se localizava em frente ao mar.

_ "Doce solidão!" disse o rapaz que passava, também sozinho, empurrando sua bicicleta.

Assustada com a possibilidade do estranho moço ter ouvido seu resmungo, ela fixou seu olhar nele, que retribuiu.

Acanhado, o moço pediu licença para se sentar ao lado da menina, que pensou por um instante e então assentiu com a cabeça.

Ficaram lado a lado, os dois virados pro mar.

Duas horas se passaram, sem que ninguém dissesse absolutamente nada.

Após mais meia hora, o silêncio foi quebrado pelas palavras da menina.

- "Preciso ir."

- "Tudo bem."

- "Mesma hora amanhã?"

Uma felicidade muito grande transpareceu dos olhos do rapaz, que apenas respondeu que sim.

E assim, começaram a se encontrar todos os dias, às cinco e meia da tarde, naquele velho banco de madeira.

Palavras e olhares só eram trocados quando o rapaz chegava, empurrando a bicicleta, como no primeiro dia.

Depois que ele se colocava ao lado dela, nada mais era dito.

Eram ouvidos apenas os barulhos do mar e as respirações dos dois.

Como no primeiro dia, às oito horas ela dizia que precisava ir e ele então se levantava, falava tchau, subia na bicicleta, virava a cabeça após ter pedalado um pouco e gritava:

- "Até amanhã!"

Ela abria um sorriso e virava na direção contrária.

Meses se passaram e eles continuaram se encontrando todos os dias, até nos finais de semana e feriados.

Eles nunca conversavam. Sequer sabiam um, o nome do outro.

E não precisavam, nem queriam.

A ligação criada ali, ia além de conversas.

Um completava o outro.

Seus sofrimentos e toda a tristeza nunca revelada, mas que transparecia nos olhos, sumia quando estavam juntos.

E isso era o que importava.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Não.

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- "Me abrace" pediu a garota, desesperada.
- "Meus braços não mais pertencem a ti." respondeu o garoto.

O medo da solidão sempre perseguiu a garota esguia.
Muito mais alta que todos, desde criança, a menina via o mundo com um outro olhar.
De cima, é possível se enxergar os casais e suas mãos entrelaçadas, os braços se encontrando, as bocas se tocando..
Do alto, bem lá de cima, é possível notar as despedidas, os desencontros, os términos e a solidão que sempre permanece.
Não! Ela nunca quis um amor. Seu medo? A solidão.