quarta-feira, 25 de maio de 2011

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Não é como se ninguém se importasse.

É que o fato de alguém se importar, não muda lá tanta coisa assim.

Quando tudo começa a desabar ao seu lado, você se pega sem ter pra onde correr, e aí?

E adiantaria alguém ali, dizendo se preocupar, se ela nada pode fazer pra te livrar disso?

Talvez.

É bom ter uma mão pra segurar e uma voz a sussurrar que estará sempre com você.

É bom, mas quando você se deita, pensa no que vai ser de agora em diante, chora por horas e não consegue dormir,

percebe que não há voz e nem mão alguma pra te acalmar.

Você se pega conversando com Deus. Quer saber o porquê disso. Quer se livrar.

E é aí que o desespero toma conta: quando você procura forças no que nem acredita.

Pede pra acordar logo desse pesadelo, mas percebe que mais de uma semana se passou, e você nunca acordou.

Você não sabe pra onde ir, o que fazer, no que acreditar...

e percebe que precisa, sim, daquela voz que te dá paz e que te faz esquecer tudo, mesmo que por um segundo.

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