Acordou às duas da tarde, pensando que era a segunda vez, em 2 meses, que havia tido praticamente o mesmo sonho.
Uma pequena mudança de cenários, diferenciava um sonho do outro.
Levantou, tomou um banho, arrumou sua comida e pensou no sonho enquanto almoçava assistindo a um seriado - no qual não prestava a mínima atenção.
Repassou todas as cenas em sua cabeça.
Chegou à conclusão de que um sonho deste tamanho não poderia ter acontecido em apenas algumas horas de sono.
"Dormi por dois dias, então?" se questionou.
Provavelmente.
Sabia detalhes mínimos de um sonho de dois dias inteiros.
Sentia ainda o cheiro que ela havia deixado nele.
Via ainda as marcas de suas unhas e boca em seu corpo.
Ouvia seus gemidos altos e sua respiração ofegante após gozar.
Sentia o toque dela em cada centímentro seu.
Sabia cada palavra dita.
Cada jura de amor.
Cada frase erótica.
Sabia que a queria inteira em sua boca.
Sabia que a queria para sempre em sua vida.
Sentia a textura do lençol do hotel.
Sabia a ordem dos canais da tv à cabo, que passaram mil vezes, atrás de um programa que agradasse aos dois - não acharam.
Como poderia ser possível se lembrar assim de um sonho?
Se perguntou isso por mais algumas horas do dia, até que às 17:07, recebeu uma mensagem em seu celular, que dizia:
"o ônibus já chegou. fiz boa viagem e às vezes não acredito que te vi de novo, mas olhei para a minha mão direita e vi nosso anel de noivado".
Rapidamente direcionou seus olhos à sua mão direita e se deparou com um anel que não estava ali antes de ele dormir.
Ficou estático por alguns segundos, até que percebeu que viveu cada lembrança do tal sonho.
"O resto dos dias é que são sonhos. Pesadelos, na verdade. Minha verdade é essa: 2 dias a cada 2 meses."
"Vivi por dois dias, então." afirmou.
domingo, 28 de agosto de 2011
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