terça-feira, 29 de março de 2011

A que ponto uma pessoa pode chegar, pra evitar ser sufocada por um lugar e pelas pessoas que ali vivem?



Por confiar e acreditar demais, de uma hora pra outra, ela percebeu o que estava acontecendo.

Todos os merecedores de sua confiança e amizade, demonstraram não merecer nem sua indiferença.

Assusta, triste e sozinha, ela se percebeu sem expectativas e sem sentimentos.

A dor causada pelos demais, já não dava sinais de existir ali, dentro do peito machucado.

A sensação de estar sozinha, já não incomodava mais.

A falta que algumas coisas, sentimentos e pessoas faziam, já não aparecia mais.

Ela se acostumou a viver sozinha. E por se acostumar, fez daquilo um prazer.

Qualquer pessoa que ousasse se aproximar, seria cruelmente afastada.

Ela não queria mais a dor de ser deixada pra trás. Não!

"Se é isso o que fazem todos aqueles com os quais nos importamos, não mais me importarei com ninguém." - ela pensava.

Já não sorria, não chorava, não sentia saudade, não vivia.

Então, ela percebeu que quando se decepciona alguém, você não acaba apenas com uma amizade, um amor, um sentimento qualquer.. você mata uma parte de alguém. Uma parte que esse alguém, considerava um motivo pra viver.

Ela estava morta por dentro.. e assim permaneceria, até que morresse, também, por fora.

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