Da janela do segundo andar, sentada junto ao meu computador, sinto cheiros
de perfumes vindos da rua.
Se parar pra pensar, não é assim, tão alto, mas não entendo como os cheiros
chegam tão fortes aqui em cima.
A cada vez em que sinto um desses, me transporto para um universo
paralelo.
Passo a imaginar como é a pessoa dona do perfume e como é sua vida.
Confesso que, se o cheiro não for lá muito bom, isso faz com que eu pense
numa vida meio ruim.
Levada pelo pensamento de que perfumes bons, são caros, eu logo passo a
achar que o dono de um perfume ruim, é alguém com dificuldades
financeiras.
Ok, ok.. eu sei que isso pode não ter nada a ver, mas eu penso.
Existem aqueles específicos, sabe?
De velhas, que vêm naqueles vidros quadradinhos.
De adolescentes comuns, que 70% das meninas da classe usam.
De garotos que não sabem escolher e usam os que ganham das tias, etc..
O fato é que eu me pego pensando em pequenos detalhes da vida de
pessoas que eu não faço ideia de quem sejam.
Crio toda uma vida, fantasio amores, dificuldades, responsabilidades, gostos,
crenças, tudo!
Isso tudo me ocorre em uma fração de segundos.
Assim que o cheiro se dispersa no ar, eu retorno à realidade e tudo continua,
como se eu, há meio segundo atrás, não tivesse inventado uma pessoa e
uma vida.
Não me afeiçoo, nem crio laços.
São apenas personagens.
Não me preocupo com as aflições que invento.
Eles que se virem.
Por fim, me esqueço das histórias.
São apenas devaneios.
As pessoas passam, os cheiros somem e eu nem me atrevo a chegar na
janela pra observar o dono da vida que inventei.
sábado, 28 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
...
Não é como se ninguém se importasse.
É que o fato de alguém se importar, não muda lá tanta coisa assim.
Quando tudo começa a desabar ao seu lado, você se pega sem ter pra onde correr, e aí?
E adiantaria alguém ali, dizendo se preocupar, se ela nada pode fazer pra te livrar disso?
Talvez.
É bom ter uma mão pra segurar e uma voz a sussurrar que estará sempre com você.
É bom, mas quando você se deita, pensa no que vai ser de agora em diante, chora por horas e não consegue dormir,
percebe que não há voz e nem mão alguma pra te acalmar.
Você se pega conversando com Deus. Quer saber o porquê disso. Quer se livrar.
E é aí que o desespero toma conta: quando você procura forças no que nem acredita.
Pede pra acordar logo desse pesadelo, mas percebe que mais de uma semana se passou, e você nunca acordou.
Você não sabe pra onde ir, o que fazer, no que acreditar...
e percebe que precisa, sim, daquela voz que te dá paz e que te faz esquecer tudo, mesmo que por um segundo.
É que o fato de alguém se importar, não muda lá tanta coisa assim.
Quando tudo começa a desabar ao seu lado, você se pega sem ter pra onde correr, e aí?
E adiantaria alguém ali, dizendo se preocupar, se ela nada pode fazer pra te livrar disso?
Talvez.
É bom ter uma mão pra segurar e uma voz a sussurrar que estará sempre com você.
É bom, mas quando você se deita, pensa no que vai ser de agora em diante, chora por horas e não consegue dormir,
percebe que não há voz e nem mão alguma pra te acalmar.
Você se pega conversando com Deus. Quer saber o porquê disso. Quer se livrar.
E é aí que o desespero toma conta: quando você procura forças no que nem acredita.
Pede pra acordar logo desse pesadelo, mas percebe que mais de uma semana se passou, e você nunca acordou.
Você não sabe pra onde ir, o que fazer, no que acreditar...
e percebe que precisa, sim, daquela voz que te dá paz e que te faz esquecer tudo, mesmo que por um segundo.
terça-feira, 3 de maio de 2011
you're the voice i hear inside my head
quando não tenho com quem conversar sobre certas coisas,
quando não tenho alguém pra me abraçar dizendo que tudo vai ficar bem,
quando não sei o que decidir do caralho da vida,
eu penso em você.
quando não tenho alguém pra me abraçar dizendo que tudo vai ficar bem,
quando não sei o que decidir do caralho da vida,
eu penso em você.
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